quarta-feira, 23 de junho de 2010

TINTAS COM NANOTECNOLOGIA ELIMINAM SUPERBACTÉRIAS DE HOSPITAIS

Tintas especiais com nanopartículas matam superbactérias quando iluminadas por lâmpadas fluorescentes comuns.[Imagem: MMU]
Cientistas anunciaram o desenvolvimento de um novo tipo de tinta contendo nanopartículas acionadas pela luz que são capazes de eliminar as superbactérias resistentes a antibióticos e que causam milhares de infecções hospitalares todos os anos.

Nanopartículas de dióxido de titânio

A nova tinta com nanotecnologia poderá ser utilizada em qualquer superfície, mas principalmente nas paredes e no teto dos hospitais. Os cientistas descobriram que determinadas formas de nanopartículas de dióxido de titânio podem matar bactérias e eliminar a sujeira das superfícies quando elas são submetidas à luz ultravioleta.
Mas não será necessário instalar novas lâmpadas nos ambientes hospitalares. Na concentração adequada, as nanopartículas são eficientes mesmo quando iluminadas por lâmpadas fluorescentes comuns.
"Nós descobrimos que as tintas contendo dióxido de titânio são mais eficientes para matar as bactérias se a concentração das nanopartículas for maior do que nas tintas normais. Nossos melhores resultados mostraram que todas a E. coli foram mortas sob luz fluorescente comum," diz a pesquisadora Lucia Caballero, da Universidade Metropolitana de Manchester, na Inglaterra.

Tinta bactericida

O dióxido de titânio já é utilizado industrialmente em tintas, como branqueador. Mas as tintas comuns possuem outros componentes que neutralizam seu efeito bactericida. A presença de carbonato de cálcio, por exemplo, diminui a capacidade de matar as bactérias em 80%.
Os chamados superbugs - superbactérias resistentes aos antibióticos e sistemas de esterilização atuais - estão se tornando uma preocupação mundial não apenas em hospitais, mas também na indústria alimentícia e farmacêutica.
O novo tipo de tinta com nanotecnologia poderá ser uma arma eficiente e barata na luta contra esse inimigo invisível, mas letal.

http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=tintas-com-nanotecnologia-eliminam-superbacterias-de-hospitais

quarta-feira, 12 de maio de 2010

APLICAÇÕES DA CAL

São múltiplas as aplicações da cal, tais como a construção civil e obras públicas, indústria química, tratamento de resíduos sólidos, tratamento de águas para abastecimento público, tratamento de águas residuais, fabricação de açúcar, actividades mineiras, fabricação de papel, produção de soda caústica, produção de aço, agricultura... Na realidade não existe nenhum outro produto tão versátil como a cal. As suas propriedades permitem-lhe exercer funções de neutralização, floculação, caustificação, aglutinação, lubrificação e de absorção, entre outras. A cal viva e a cal hidratada são constantemente objecto de estudo e investigação para múltiplas e novas aplicações.

ACTIVIDADES MINEIRAS A cal é utilizada na recuperação dos metais. Tendo também papel importante no controle do PH das águas residuais desta indústria.

MEIO AMBIENTE Nos últimos tempos, tem-se especial atenção à deterioração do meio ambiente. A chuva ácida e os resíduos industriais tóxicos e perigosos têm contribuído para o agravar da situação. A cal ajuda a solucionar estes problemas. O seu teor alcalino, o seu baixo custo e facilidade de laboração são características fundamentais deste produto.

ÁGUAS Emprega-se para controlar o PH, precipitar fosfatos e nitratos. Elimina odores e imobiliza os metais tóxicos. A cal hidratada é um produto inofensivo em qualquer técnica de depuração de águas.

PAPEL Nesta indústria, a cal é utilizada como caustificante. É também utilizada como agente de branqueamento e de tratamento das águas residuais.


AGRICULTURA A cal, ou os correctivos são os fertilizantes por excelência para solos ácidos e argilosos. Os valores neutralizantes efectivos conseguem uma resposta praticamente instantânea nas culturas e colheitas, aumentando a produtividade dos campos.


ESTRADAS E OBRAS PÚBLICAS Como aglomerante e cimentante, a cal consegue estabilizar solos argilosos inadequados à construção de pavimentos, tornando-os capazes de suportar estradas, avenidas, estacionamentos, etc.


AÇÚCAR A cal é utilizada na remoção dos compostos fosfáticos e orgânicos e na sua clarificação.



CONSTRU Ç AO E RESTAURAÇÃO Nesta área existe uma experiência de séculos. As argamassas à base de cal são duradouras, não abrem fendas, suportam os choques climáticos, oferecem maior resistência à propagação de sons, têm uma melhor trabalhabilidade e são um obstáculo à penetração da água - o pior inimigo das construções.






http://www.calcidrata.pt/Aplicacao.html

GESSO ACARTONADO

Material produzido industrialmente e com qualidade controlada, o gesso acartonado integra-se ao repertório dos profissionais brasileiros em todos os tipos de obra. Alguns arquitetos já afirmam que quem trabalha com o novo sistema não volta mais para a construção tradicional. Muito comuns na Europa e Estados Unidos, os painéis de gesso acartonado vem ganhando o mercado brasileiro. A procura vem aumentando de 40% a 50% ao ano e mostra que o material vem conseguindo apagar a imagem de aparente fragilidade, prometendo tomar o espaço da tradicional alvenaria. Com muitas vantagens. As placas de gesso acartonado substituem alvenarias e argamassas de revestimento em uma única operação, permitindo a fácil instalação dos dutos de água, energia e dados. O sistema consiste, basicamente, em uma estrutura interna que suporta painel de gesso, formando paredes mais ou menos espessas que podem, inclusive, ser curvas. Assim, aplicam-se a divisórias ou acabamentos internos, em ambientes diversos, como cinemas, hospitais, hotéis e banheiros.

Para se obter os melhores resultados, o ideal, quando se pensa em construção seca com gesso, é que, em primeiro lugar, tudo seja planejado cuidadosamente, especificando-se os pontos de instalação de prateleiras, peças sanitárias, pontos de água e de energia, sem improvisações. Em segundo lugar, é recomendável utilizar o sistema completo para que ele realmente traga benefícios. "O ideal é que a arquitetura parta junto com a solução tecnológica", comenta o arquiteto Henrique Cambiaghi. A partir daí, há uma solução para cada projeto. Montada a estrutura principal, pode-se colocar uma ou mais placas, fazer tratamento acústico ou térmico, adicionar reforços necessários para sustentar armários ou pias, verificar onde serão usadas paredes especiais para umidade ou resistência ao fogo. Terminada a montagem, a superfície resultante é uniforme, com aparência monolítica, e aceita qualquer tipo de revestimento: pintura, colagem, cerâmica, pastilhas e até mesmo pedras, como mármores. Para a isolação acústica são usadas várias placas com os seus vazios preenchidos com lã mineral . Por fim, para a fixação dos painéis, cada fabricante disponibiliza de um sistema de buchas e parafusos específico, incluindo pontos de ancoragem de cargas, que suportam até 30kg por ponto fixo. Seu uso parece ser ilimitado. A rede de cinemas carioca UCI, no Rio de Janeiro, o Credicard Hall, em São Paulo, apartamentos residenciais, como o Condominium Park Ibirapuera e prédios de escritórios, como a Torre Norte, são exemplos de uso das placas. Elas também dividem ambientes no Via Funchal, em São Paulo, no Senado Federal, em Brasília, e no museu Guggenheim, de Bilbao. As vantagens, segundo os fornecedores, são muitas. Por ser leve, reduz de 10% a 15% as fundações e estruturas, sua execução é mais rápida, diminuindo a mão-de-obra, e a quantidade de sobras e entulhos é menor, eliminando quebras e bota-fora de materiais. Além disso, o sistema possibilita a modificação de layout dando flexibilidade ao projeto e, em alguns casos, proporciona o aumento de área útil, uma vez que as paredes podem ser mais finas. Some-se a isso o ganho financeiro com a redução do tempo de obra. Existem diversos tipos de chapas: normal, resistentes à umidade e ao fogo. As placas resistentes à umidade são tratadas com produtos hidrofugantes, como o silicone. Já as resistentes ao fogo possuem aditivos para retardar a liberação de água da chapa, evitando o colapso da peça. Espessuras, larguras e resistências podem ser ajustadas de acordo com o projeto. Pode-se aumentar o número de placas, elevando a resistência mecânica e ao fogo e melhorando a isolação acústica. Um bom exemplo são as divisórias de cinema, que usam três placas de cada lado e tratamento acústico especial. No caso de hospitais, por exemplo, há necessidade de um vão maior entre as placas para acomodar os equipamentos específicos. E existem, também, sistemas concebidos para isolar salas de raios X. Cada projeto é um caso a ser analisado e, para todo caso, há uma solução. A grande novidade nesses sistemas de construção a seco, entretanto, são os subsistemas disponíveis, que acrescentam algumas vantagens à obra. Quando o assunto é banheiro pode-se citar o sistema de tubulação flexível para água (PEX), os plásticos aplicados como pisos, box, peças de fechamento de shafts, carenagens, sistema de bacia com sistema horizontal, caixas de descarga de embutir e sistemas de proteção da estrutura metálica interna para evitar o contato do cobre com o aço. Na parte elétrica, o mercado já oferece caixas para tomadas e interruptores desenvolvidas especialmente para o gesso acartonado. Elas possuem formato adequado ao material, presilhas especiais para prendê-las nas chapas e marcação para se fazer os furos. Para os acabamentos existem as argamassas especiais, os laminados de revestimento (plásticos, melamínicos) e suas colas adequadas. Peças de madeira com tratamento especial também integram o sistema, funcionando como estrutura interna ou componentes de reforço para fixação de cargas. Em qualquer caso, a madeira é tratada para não apodrecer, "dar cupim" ou empenar. Portas e esquadrias também foram desenvolvidas para o sistema. A maior novidade são as portas prontas que, fixadas com espuma adesiva, proporcionam um encaixe perfeito. Para o arquiteto Roberto Candusso, a implantação deste tipo de tecnologia foi o ponto culminante para a conclusão rápida e "vencedora" do Hotel Ibis Casa Verde, em São Paulo. A vedação interna do Ibis ganhou paredes com chapas duplas de gesso acartonado e mantas de lã de vidro para uma acústica melhor. "Esse sistema gera economia, limpeza e agilidade durante a obra, sem interferir nas instalações hidráulicas que se adaptam perfeitamente à tecnologia. O sistema nasceu para inovar o mercado da construção."





No escritório Aflalo & Gasperini Arquitetos, quase todas as obras usam gesso, principalmente no forro. No Central Towers Paulista (duas torres com flats e consultórios), o gesso está no forro e nas paredes. Já no projeto Água Branca, também em São Paulo, as quatro torres de escritórios usarão placas de gesso nos shafts, paredes internas e forros.

http://www.catep.com.br/dicas/gesso%20acartonado.htm


Fonte: Revista Arquitetura & Urbanismo - out/nov-99.

domingo, 18 de abril de 2010

Processo de classificação de agregado

A brita é um dos principais insumos da construção civil, chegando a representar
mais de 60%, em média, do volume construído. É obtida através da cominuição de
rochas do tipo granitos, gnaisses, basaltos, diabásios, migmatitos, calcários e dolomitos.
Em relação à granulometria, a brita é classificada em britas 1, 2 e 3, pedrisco e pó
de pedra. A brita 3 é utilizada como lastro ferroviário; a brita 2 como agregado em grandes
volumes de concreto e como brita classificada na formação de base e sub-base de
pavimentos. A brita 1 constitui-se no produto mais nobre e é aplicada, essencialmente, em
concretos esbeltos e bombeados. O pedrisco e o pó são aplicados, basicamente, como
matérias-primas de massas asfálticas.

Pelo mercado consumidor e utilizada pela Pedreira vigné , de acordo com as dimensões
nominais máximas e mínimas das faixas granulométricas.






MÉTODO DE LAVRA

É empregado o método de lavra a céu aberto com bancadas de 20 m de altura. O
capeamento estéril é constituído de solo argiloso e possui espessura inferior a 1,0 m,
sendo portanto desprezível em relação à jazida. Após a remoção do estéril, procede-se ao
desmonte da rocha com explosivo em perfuração primária com 63 mm de diâmetro. O
material desmontado que apresenta dimensões superiores a 0,8 x 1,1 m é novamente
fragmentado com explosivos através de fogachos (Figura 3-A). Na etapa seguinte, todo o
material é retomado com carregadeira frontal e transportado em caminhões fora-de-estrada
(Figura 3-B) até o pátio de alimentação da usina.


BENEFICIAMENTO

A alimentação da usina é feita com auxílio de carregadeira frontal e caminhões, que
retomam o material no pátio e o descarregam em um alimentador vibratório com grelha de
50 mm. A fração grossa segue para a britagem primária em um britador de mandíbulas
(Figura 4-A). A fração fina é classificada em uma peneira vibratória com abertura de 25
mm. Junto ao produto da britagem primária, a fração acima de 25 mm, segue para a pilha
de estoque, que alimenta o circuito da usina responsável pela produção das britas 1, 2 e
3. A fração abaixo de 25 mm é conduzida para uma pilha cônica (Figura 4-B), constituída
principalmente de material fino e de parte do solo remanescente do capeamento. Esse
material é utilizado na pavimentação de estradas e, dependendo da qualidade do material
lavrado, poderá retornar ao processo, conforme mostra o fluxograma da Figura 5.
A partir da pilha de estoque, o material é retomado através de correia transportadora
até uma peneira vibratória com abertura de 100 mm. A fração acima de 100 mm alimenta
o segundo estágio de britagem constituído por um britador cônico (Figura 6-A) com
abertura regulada para obter todo o produto passante em 100 mm. A fração abaixo de
100 mm da peneira PV 02 junta-se ao produto da britagem secundária, para alimentar
uma peneira vibratória de três deques, com telas de 63, 32 e 22 mm de abertura.


Figura 3 – A fragmentação, utilizando martelete, dos blocos com dimensões de
0,8X1,1 m (A). Em (B), carregamento de caminhões basculantes para alimentar a
grelha vibratória.


Figura 4 – Em (A), o Britador de Mandíbulas (A) utilizado para fragmentar o material
com tamanho superior a 50 mm e em (B), a fração abaixo de 61 mm denominada de
“bica corrida”.


A fração acima de 63 mm passa pelo terceiro estágio de britagem em um britador
hidrocone em circuito fechado com a peneira vibratória de três deques acima citada
(Figura 6-B). A fração entre 63 e 32 mm, é denominada de brita 3 (Figura 7). Dependendo
do nível de estoque e da exigência do mercado, a fração obtida como brita 3 poderá ser
direcionada para a produção de britas 2 e 1, pedrisco e pó. Para tal, o material sofre uma
britagem quaternária em um britador hidrocone, que o reduz a uma granulometria abaixo
de 32 mm. O material abaixo de 32 mm é classificado em uma peneira vibratória de 3
deques com telas de 22, 11 e 4,8 mm em circuito aberto. O britador quaternário poderá
ser também alimentado pelo excedente da demanda de brita 2, tendo em vista ser mais
nobre o mercado de brita 1 e pedrisco.
A fração retida na tela de 22 mm, oriunda da peneira vibratória de 3 deques, é
estocada por transportador de correia no silo de brita 2. O passante na tela de 22 mm é
classificado nas granulometrias 11 e 4,8 mm. A brita 1, produto retido em 11 mm, o
pedrisco, material entre 11 e 4,8 mm e por último o pó, produto passante na tela de 4,8
mm, são estocados em silos de concreto com descarga inferior para carregamento dos
caminhões de entrega aos clientes.



Figura 6 – Em (A) britador cônico utilizado para fragmentação das partículas acima
de 100 mm. Em (B), peneira vibratória de 3 deques, utilizada para classificar o
produto do rebritador cônico.


Figura 7 - Pilhas dos produtos de brita 2 (à esquerda) e brita 3.

domingo, 21 de março de 2010

Tecnologias novas na lavra de rochas ornamentais

As rochas ornamentais, em muitos casos, tem
sido extraídas e beneficiadas por processos manuais lembrando garimpos, no que se refere ao desrespeito à legislação lato sensu, ao mal aproveitamento das reservas, à não segurança do trabalho, ao não recolhimento dos impostos.
Certas rochas, por alteração superficial de seus minerais, tornam-se amarelas e a indústria de beneficiamento acostumou-se a trabalhar com blocos de granitos "tipo juparaná". Hoje claramente vê-se que esta linha de desenvolvimento já não se aplica por ação e proibição dos órgãos de meio
ambiente nas lavras e por esgotamento dos matacões lavráveis a céu aberto. Sendo assim estão se justificando, por razões econômicas e ambientais, tecnologias novas que permitam minimizar o impacto ambiental da lavra e do beneficiamento das rochas ornamentais mas também otimizar o aproveitamento das reservas destas rochas abolindo então lavras predatórias.
Das tecnologias novas, que deverão ter sua importância relativa aumentada no próximo futuro destacamos duas que nos parecem mais propícias para serem tecnologicamente adaptadas e desenvolvidas: A lavra subterrânea e O corte de rochas graníticas com jato d'água sem abrasivos.
Lavra Subterrânea
Tal modelo de lavra não está culturalmente associado à industria mineral do Brasil. Isto se explica pelo fato das grandes jazidas minerais brasileiras serem jazidas na zona de intemperismo, et pour cause, visto que este fenômeno de alteração superficial é freqüentemente o próprio formador da jazida. Citaria como exemplo as jazidas de bauxita (alumínio), às de nióbio, às de anatásio (titânio), as de ferro, todas de dimensões enormes na escala planetária e que aportam as maiores quantidades dos minérios que o Brasil utiliza e/ou exporta. A exceção são as jazidas de ouro que iniciaram sua produção em subterrâneo a partir do começo do século XIX, em Minas Gerais e motivaram mais tarde a instalação da Escola de Minas de Ouro Preto.
Outros países americanos têm culturas diferentes, como o Chile por exemplo, onde ocorrem numerosas jazidas de cobre porfírico, lavradas em parte a céu aberto, mas em grande parte em subterrâneo. Estas jazidas permitiram o desenvolvimento de metodologias de lavra especiais, só cabíveis neste tipo específico. É o caso do assim chamado "Block Caving", método no qual isola-se um enorme paralelepípedo da jazida, que fica preso ao maciço mineralizado por apenas uma face vertical. Finalmente descalça-se a base deste bloco, e ele se rompe pelo próprio peso, sem explosivos. Vê-se facilmente que esta metodologia exige enorme preparação e planificação, e portanto técnicos experimentados, sendo totalmente vedada a improvisação.
Falar em lavra subterrânea de rochas ornamentais no Brasil provoca imediatamente repulsa por desconhecimento das metodologias implicadas e a frase que mais se houve, geralmente dita de chofre, é: isto é muito caro! A velocidade desta análise se deve ao desconhecimento desta metodologia e que, repetindo, não está culturalmente associada ao Brasil.
Esquece-se geralmente que do ponto de vista de mineração a lavra implica em extrair duas coisas: o minério e o estéril e que em conseqüência, ao custo de extração de uma tonelada de minério a céu aberto, deve-se acrescer o custo do estéril que o capea. Este estéril ocasiona, além do seu próprio custo de extração, um custo, as vezes ainda não levado em conta nas lavras improvisadas, que é o custo ambiental. Este custo ultrapassou já nas últimas décadas do século XX da categoria de custo marginal, mas no século XXI está se tornando cada vez mais proibitivo pois em país nenhum aceita-se a destruição da superfície para facilitar os trabalhos de mineração sem que para isto haja projetos e orçamentos para reconstituir a superfície primitiva, incluindo em certos casos, as formas do relevo original. Isto ocasiona não apenas custos mais elevados mas em muitos casos impedimentos legais.
Esta conscientização ambiental está na cabeça de todo os especialistas envolvidos e é um fenômeno atual e sem retorno.
Faz-se necessário portanto ao avaliar uma jazida, analisar os métodos de lavra aplicáveis, a localização das áreas de bota-fora, o aproveitamento da jazida pelo método de lavra selecionado. Nestas condições a lavra subterrânea tem inegáveis vantagens e terá seu lugar na tecnologia de extração de rochas ornamentais. Os estudos devem ser feitos, caso a caso, jazida a jazida, não existindo regras gerais aplicáveis.
Lavra Subterrânea de Rochas Ornamentais
A progressiva ampliação da urbanização na periferia das cidades brasileiras, dificulta ou mesmo impede a extração de rochas ornamentais a céu aberto nestas áreas por provocar ruídos, poeiras e projeção de pedras nas proximidades de habitações. Pela mesma razão a movimentação de terra e de solos também provoca danos na superfície, principalmente na época de chuvas tropicais. O trânsito de máquinas pesadas também é incompatível com a atividade familiar.
A atuação dos órgãos de meio ambiente resolveu estes problemas no Rio de Janeiro, simplesmente vetando tal extração, inclusive em áreas de rochas nobres e valorizadas, e obrigou o fechamento de pedreiras dentro das áreas urbanas ou mesmo suburbanas, em processo progressivo e sem retorno. Exemplo clássico, no município do Rio de Janeiro, é o das lavras de granito Preto Tijuca, todas paralisadas, mesmo se tratando de material de elevada demanda e valor elevado.
A própria extração em pedreira a céu aberto a partir de um certo ponto, não pode prosseguir de forma econômica pela elevação dos custos de extração, devido ao aumento da relação estéril (capeamento) : minério (rocha sã).
Os fatores, acima enumerados, levam a considerar a extração de rochas ornamentais em lavra subterrânea como solução não apenas, e em muitos casos a única viável, mas também econômica.
A capa da revista Rochas de Qualidade de Maio/Junho de 2000 apresenta frente de lavra em subterrâneo do quartzito Azul Macaúbas, no município de mesmo nome na Bahia. A lavra subterrânea de rochas ornamentais não é uma idéia nova a ser discutida: é antes uma tendência. As oposições a esta metodologia são devidas ao desconhecimento geral sobre mineração subterrânea, pois no caso do céu aberto, qualquer pessoa pode alugar um trator e empurrar matacões para um lado ou para outro. O subterrâneo exige conhecimento muito específico e o chamado "bom senso" já não se adapta.
Os edifícios de cor creme da cidade de Paris foram construídos a partir de blocos extraídos do subsolo destes mesmos edifícios, minimizando o seu custo de transporte. As galerias de águas pluviais e de esgotos se aproveitariam mais tarde das cavidades e salões derivados da lavra destas pedreiras e da mesma forma, o Metrô de Paris e as catacumbas.
Critérios para planejamento de lavra subterrânea de rochas ornamentais
O desenvolvimento de um projeto de extração de rocha ornamental em subterrâneo pode ser resultado de uma das seguintes situações:
- Reativação de uma antiga pedreira subterrânea;
- Abertura de uma nova frente de lavra;
- Prosseguimento em subterrâneo a partir de uma pedreira existente a céu aberto.
Neste último caso a justificativa pode ser técnica, pela dificuldade de rebaixar a plataforma de operação ou recuar as frentes de trabalho, de segurança, pela estabilidade de paredes verticais, ou para contornar problemas legais, devido a posturas municipais ou autorizações necessárias de pedreiras adjacentes.
A transferência da operação para subterrâneo exige investimentos em novas máquinas e equipamentos pois os existentes para céu aberto podem não ser aproveitáveis em subsolo, pela diminuição do espaço para manobras, ou pela emissão de fumaça e de poeiras.
Adicionalmente surgem problemas relacionados à estabilidade de câmaras e pilares pois as escavações em subsolo devem ser auto sustentáveis para minimizar eventuais custos de escoramento ou consolidação. Por razões óbvias, as pedreiras a céu aberto foram à época abertas em áreas pouco fraturadas. Isto leva a superestimar a estabilidade de câmaras largas projetadas em áreas contíguas à antiga lavra a céu aberto.
Aspectos Econômicos
Em termos econômicos a mineração subterrânea é muito diferente da extração em pedreira a céu aberto vez que exige investimentos iniciais mais significativos, não apenas em máquinas e equipamentos mas também em levantamentos prévios à implantação do layout da mina.
Com relação aos custos de produção eles são muito variáveis dependendo de inúmeras situações, favoráveis ou desfavoráveis, encontráveis em subsolo ou a céu aberto. Eles são influenciados principalmente pela dureza do material extraído, pela escala de produção e pela necessidade de preparação da lavra para remoção dos blocos.
As características do material influenciam a escolha dos equipamentos e portanto os investimentos iniciais e também o consumo, em energia e em ferramentas de corte. O elevado custo de produção do mármore de Carrara é devido ao baixo rendimento dos blocos. De maneira geral minerar em subterrâneo, implica em custos mais elevados do que minerar a céu aberto. Isto se deve essencialmente ao fato de que a preparação e o traçado dos blocos de lavra em subsolo requeiram tempos mais longos do que a céu aberto. Entretanto extrapolar afirmando que a lavra subterrânea é menos rentável do que aquela a céu aberto não é forçosamente correto pois algumas despesas onerosas presentes no caso do céu aberto são minimizadas em subterrâneo como as que se referem à remoção de capeamento, como é óbvio, mas também de construção de estradas de acesso e preparação de bota-fora, muito mais importantes a céu aberto do que em subterrâneo, quando é possível, além do mais, a utilização ou reutilização de escavações da mina para tais propósitos.
Um dos fatores determinantes para a decisão de passar para subterrâneo é a proteção do meio ambiente e a conservação das formas do relevo, haja visto a preocupação conservacionista atual, com a conseqüente emissão de normas ambientais protegendo escarpas, parques e reservas naturais. Isto praticamente vetou a abertura de pedreiras culminantes, desenvolvidas a partir do alto das elevações.
Estas restrições incentivam a operação subterrânea; mas é necessário o estudo da estabilidade das cavidades subterrâneas em conexão com a eventual subsidência da superfície. Outros problemas surgem ao se criar acessos aos túneis, por infiltração de água, e necessidade de efetuar ventilação das áreas de trabalho.
Os métodos para criar escavações subterrâneas não lavram totalmente a jazida - em alguns casos não mais que 60% são recuperados. Tal recuperação pode ser elevada e aumentada se a lavra for por enchimento, mas neste caso, o custo deste enchimento pode tornar-se proibitivo

http://acd.ufrj.br/multimin/mmro/tecno/tecnovas.html

Rochas ornamentais

Notícias
05/02/2007 12:40 Desenvolvimento Econômico
Governo do Estado participa da Vitória Stone Fair a partir desta terça (06)
Thiago Guimarães/Secom

Uma das metas do evento é mostrar a diversidade e incentivar o uso de rochas ornamentais brasileiras.

Uma das mais importantes feiras internacionais do segmento de rochas ornamentais, a 23ª Feira do Mármore e Granito – Vitória Stone Fair, será aberta às 17 horas desta terça-feira (06), no Pavilhão de Carapina, Serra. O Governo do Estado contará com um estande, no qual serão apresentadas as atividades do Bandes, Banestes e Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur).
A Vitória Stone Fair, que funcionará das 10 às 18 horas, prossegue até sexta-feira (09). O evento ocupará uma área de 25.000m² de área coberta, em cinco pavilhões totalmente climatizados, e mais de 10.000m² de área externa, onde 420 empresas vão expor seus produtos. Aproximadamente 300 variedades comerciais de rochas, entre granitos, mármores, ardósias, quartzitos e travertinos serão apresentados os visitantes.

A feira tem como objetivos: mostrar a diversidade e incentivar o uso de rochas ornamentais brasileiras; criar um espaço para a realização de negócios e parcerias; difundir inovações tecnológicas, com a exposição de máquinas, ferramentas, insumos e novos processos de gestão; promover o marketing do setor no país e no exterior; e aumentar as exportações, sobretudo de produtos acabados com maior valor agregado.
Produção capixaba
O Espírito Santo é o principal produtor e o maior processador e exportador de rochas ornamentais do Brasil. É responsável por 47% da produção e 44% das exportações, concentrando mais da metade do parque industrial brasileiro do setor.
Os principais produtores de rochas do Espírito Santo estarão no evento. Estão confirmadas empresas de Cachoeiro de Itapemirim, Vargem Alta, Barra de São Francisco, Nova Venécia, Linhares, João Neiva, Mimoso do Sul, Vila Pavão, Rio Novo do Sul, Castelo, Atílio Vivácqua e São Domingos do Norte.
A participação estrangeira registrou um aumento de 50% em relação a 2006. Serão 60 empresas de diversos países que tradicionalmente participam do evento como Itália, China, Egito Estado Unidos, Portugal, Turquia e outros que estarão expondo pela primeira vez na feira, como a Alemanha e a República Tcheca.
Além dos participantes estrangeiros, a feira está movimentando os principais estados produtores e exportadores de rochas do Brasil. Empresas de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Goiás, Ceará, Bahia, entre outros, terão com estandes no evento.


Mais informações sobre a feira podem ser obtidas no site: http://www.feiradomarmore.com.br/.

domingo, 14 de março de 2010

Normas técnicas e Certificação


Normas técnicas

Estabelece regras a fim de abordar ordenadamente uma atividade específica, para o beneficio e com a participação de todos os interessados e, em particular, de promover a otimização da economia, levando em consideração as condições funcionais e as exigências de seguranças.

Como criar uma nova norma?
*A sociedade manifesta a necessidade de uma nova norma;
* O comitê brasileiro (CB)ou organismo de normalização setorial analisa e inclui no seu programa de normalização setorial;
*É criada uma comissão de estudo (CE) com a participação voluntária dos diversos segmentos da sociedade (produtores, consumidores, e neutros (órgãos de defesa do consumidor, governo, entidades de classe, universidades, etc));
*A comissão de estudo elabora um projeto de norma , com base no consenso de seus participantes;
*O projeto de norma é submetido a votação nacional entre os associados da ABNT e demais interessados;
*As sugestões recebidas após a votação são analisadas pela comissão de estudo , após o que é aprovada como norma brasileira;
*A norma brasileira é impressa.

Certificação
A certificação consiste na emissão de marcas e certificados de conformidade para as empresas que demonstram que um produto, serviço, ou sistema de gestão atende as normas aplicáveis.
Sejam aplicáveis, sejam nacionais, estrangeiras ou internacionais.
Entre os benefícios da certificação destacam-se:
Consumidores – identificação de produtos que atendam a norma especificas.
Fornecedores- demonstra a qualidade de produtos e serviços perante os diversos mercados, aumentando a competitividade.
Governo- facilita o controle de produtos e serviços e simplifica as compras.

Sistemas de certificação
Certificação de sistema de garantia de qualidade ABNT(R)-É um documento fornecido que atesta a conformidade do sistema de garantia da qualidade de uma empresa em relação aos requisitos de uma das normas da serie NBR ISO 9000.
Marca da qualidade ABNT(Q)-certifica a qualidade e aptidão ao uso do produto de acordo com as normas brasileiras, ou com normas internacionais quando existirem.
Certificado de conformidade ABNT(C)-emitidos quando empresas necessitam demonstrar que seus produtos atendem as normas técnicas e tem finalidades especificas, por exemplo, para exportação.