domingo, 21 de março de 2010

Tecnologias novas na lavra de rochas ornamentais

As rochas ornamentais, em muitos casos, tem
sido extraídas e beneficiadas por processos manuais lembrando garimpos, no que se refere ao desrespeito à legislação lato sensu, ao mal aproveitamento das reservas, à não segurança do trabalho, ao não recolhimento dos impostos.
Certas rochas, por alteração superficial de seus minerais, tornam-se amarelas e a indústria de beneficiamento acostumou-se a trabalhar com blocos de granitos "tipo juparaná". Hoje claramente vê-se que esta linha de desenvolvimento já não se aplica por ação e proibição dos órgãos de meio
ambiente nas lavras e por esgotamento dos matacões lavráveis a céu aberto. Sendo assim estão se justificando, por razões econômicas e ambientais, tecnologias novas que permitam minimizar o impacto ambiental da lavra e do beneficiamento das rochas ornamentais mas também otimizar o aproveitamento das reservas destas rochas abolindo então lavras predatórias.
Das tecnologias novas, que deverão ter sua importância relativa aumentada no próximo futuro destacamos duas que nos parecem mais propícias para serem tecnologicamente adaptadas e desenvolvidas: A lavra subterrânea e O corte de rochas graníticas com jato d'água sem abrasivos.
Lavra Subterrânea
Tal modelo de lavra não está culturalmente associado à industria mineral do Brasil. Isto se explica pelo fato das grandes jazidas minerais brasileiras serem jazidas na zona de intemperismo, et pour cause, visto que este fenômeno de alteração superficial é freqüentemente o próprio formador da jazida. Citaria como exemplo as jazidas de bauxita (alumínio), às de nióbio, às de anatásio (titânio), as de ferro, todas de dimensões enormes na escala planetária e que aportam as maiores quantidades dos minérios que o Brasil utiliza e/ou exporta. A exceção são as jazidas de ouro que iniciaram sua produção em subterrâneo a partir do começo do século XIX, em Minas Gerais e motivaram mais tarde a instalação da Escola de Minas de Ouro Preto.
Outros países americanos têm culturas diferentes, como o Chile por exemplo, onde ocorrem numerosas jazidas de cobre porfírico, lavradas em parte a céu aberto, mas em grande parte em subterrâneo. Estas jazidas permitiram o desenvolvimento de metodologias de lavra especiais, só cabíveis neste tipo específico. É o caso do assim chamado "Block Caving", método no qual isola-se um enorme paralelepípedo da jazida, que fica preso ao maciço mineralizado por apenas uma face vertical. Finalmente descalça-se a base deste bloco, e ele se rompe pelo próprio peso, sem explosivos. Vê-se facilmente que esta metodologia exige enorme preparação e planificação, e portanto técnicos experimentados, sendo totalmente vedada a improvisação.
Falar em lavra subterrânea de rochas ornamentais no Brasil provoca imediatamente repulsa por desconhecimento das metodologias implicadas e a frase que mais se houve, geralmente dita de chofre, é: isto é muito caro! A velocidade desta análise se deve ao desconhecimento desta metodologia e que, repetindo, não está culturalmente associada ao Brasil.
Esquece-se geralmente que do ponto de vista de mineração a lavra implica em extrair duas coisas: o minério e o estéril e que em conseqüência, ao custo de extração de uma tonelada de minério a céu aberto, deve-se acrescer o custo do estéril que o capea. Este estéril ocasiona, além do seu próprio custo de extração, um custo, as vezes ainda não levado em conta nas lavras improvisadas, que é o custo ambiental. Este custo ultrapassou já nas últimas décadas do século XX da categoria de custo marginal, mas no século XXI está se tornando cada vez mais proibitivo pois em país nenhum aceita-se a destruição da superfície para facilitar os trabalhos de mineração sem que para isto haja projetos e orçamentos para reconstituir a superfície primitiva, incluindo em certos casos, as formas do relevo original. Isto ocasiona não apenas custos mais elevados mas em muitos casos impedimentos legais.
Esta conscientização ambiental está na cabeça de todo os especialistas envolvidos e é um fenômeno atual e sem retorno.
Faz-se necessário portanto ao avaliar uma jazida, analisar os métodos de lavra aplicáveis, a localização das áreas de bota-fora, o aproveitamento da jazida pelo método de lavra selecionado. Nestas condições a lavra subterrânea tem inegáveis vantagens e terá seu lugar na tecnologia de extração de rochas ornamentais. Os estudos devem ser feitos, caso a caso, jazida a jazida, não existindo regras gerais aplicáveis.
Lavra Subterrânea de Rochas Ornamentais
A progressiva ampliação da urbanização na periferia das cidades brasileiras, dificulta ou mesmo impede a extração de rochas ornamentais a céu aberto nestas áreas por provocar ruídos, poeiras e projeção de pedras nas proximidades de habitações. Pela mesma razão a movimentação de terra e de solos também provoca danos na superfície, principalmente na época de chuvas tropicais. O trânsito de máquinas pesadas também é incompatível com a atividade familiar.
A atuação dos órgãos de meio ambiente resolveu estes problemas no Rio de Janeiro, simplesmente vetando tal extração, inclusive em áreas de rochas nobres e valorizadas, e obrigou o fechamento de pedreiras dentro das áreas urbanas ou mesmo suburbanas, em processo progressivo e sem retorno. Exemplo clássico, no município do Rio de Janeiro, é o das lavras de granito Preto Tijuca, todas paralisadas, mesmo se tratando de material de elevada demanda e valor elevado.
A própria extração em pedreira a céu aberto a partir de um certo ponto, não pode prosseguir de forma econômica pela elevação dos custos de extração, devido ao aumento da relação estéril (capeamento) : minério (rocha sã).
Os fatores, acima enumerados, levam a considerar a extração de rochas ornamentais em lavra subterrânea como solução não apenas, e em muitos casos a única viável, mas também econômica.
A capa da revista Rochas de Qualidade de Maio/Junho de 2000 apresenta frente de lavra em subterrâneo do quartzito Azul Macaúbas, no município de mesmo nome na Bahia. A lavra subterrânea de rochas ornamentais não é uma idéia nova a ser discutida: é antes uma tendência. As oposições a esta metodologia são devidas ao desconhecimento geral sobre mineração subterrânea, pois no caso do céu aberto, qualquer pessoa pode alugar um trator e empurrar matacões para um lado ou para outro. O subterrâneo exige conhecimento muito específico e o chamado "bom senso" já não se adapta.
Os edifícios de cor creme da cidade de Paris foram construídos a partir de blocos extraídos do subsolo destes mesmos edifícios, minimizando o seu custo de transporte. As galerias de águas pluviais e de esgotos se aproveitariam mais tarde das cavidades e salões derivados da lavra destas pedreiras e da mesma forma, o Metrô de Paris e as catacumbas.
Critérios para planejamento de lavra subterrânea de rochas ornamentais
O desenvolvimento de um projeto de extração de rocha ornamental em subterrâneo pode ser resultado de uma das seguintes situações:
- Reativação de uma antiga pedreira subterrânea;
- Abertura de uma nova frente de lavra;
- Prosseguimento em subterrâneo a partir de uma pedreira existente a céu aberto.
Neste último caso a justificativa pode ser técnica, pela dificuldade de rebaixar a plataforma de operação ou recuar as frentes de trabalho, de segurança, pela estabilidade de paredes verticais, ou para contornar problemas legais, devido a posturas municipais ou autorizações necessárias de pedreiras adjacentes.
A transferência da operação para subterrâneo exige investimentos em novas máquinas e equipamentos pois os existentes para céu aberto podem não ser aproveitáveis em subsolo, pela diminuição do espaço para manobras, ou pela emissão de fumaça e de poeiras.
Adicionalmente surgem problemas relacionados à estabilidade de câmaras e pilares pois as escavações em subsolo devem ser auto sustentáveis para minimizar eventuais custos de escoramento ou consolidação. Por razões óbvias, as pedreiras a céu aberto foram à época abertas em áreas pouco fraturadas. Isto leva a superestimar a estabilidade de câmaras largas projetadas em áreas contíguas à antiga lavra a céu aberto.
Aspectos Econômicos
Em termos econômicos a mineração subterrânea é muito diferente da extração em pedreira a céu aberto vez que exige investimentos iniciais mais significativos, não apenas em máquinas e equipamentos mas também em levantamentos prévios à implantação do layout da mina.
Com relação aos custos de produção eles são muito variáveis dependendo de inúmeras situações, favoráveis ou desfavoráveis, encontráveis em subsolo ou a céu aberto. Eles são influenciados principalmente pela dureza do material extraído, pela escala de produção e pela necessidade de preparação da lavra para remoção dos blocos.
As características do material influenciam a escolha dos equipamentos e portanto os investimentos iniciais e também o consumo, em energia e em ferramentas de corte. O elevado custo de produção do mármore de Carrara é devido ao baixo rendimento dos blocos. De maneira geral minerar em subterrâneo, implica em custos mais elevados do que minerar a céu aberto. Isto se deve essencialmente ao fato de que a preparação e o traçado dos blocos de lavra em subsolo requeiram tempos mais longos do que a céu aberto. Entretanto extrapolar afirmando que a lavra subterrânea é menos rentável do que aquela a céu aberto não é forçosamente correto pois algumas despesas onerosas presentes no caso do céu aberto são minimizadas em subterrâneo como as que se referem à remoção de capeamento, como é óbvio, mas também de construção de estradas de acesso e preparação de bota-fora, muito mais importantes a céu aberto do que em subterrâneo, quando é possível, além do mais, a utilização ou reutilização de escavações da mina para tais propósitos.
Um dos fatores determinantes para a decisão de passar para subterrâneo é a proteção do meio ambiente e a conservação das formas do relevo, haja visto a preocupação conservacionista atual, com a conseqüente emissão de normas ambientais protegendo escarpas, parques e reservas naturais. Isto praticamente vetou a abertura de pedreiras culminantes, desenvolvidas a partir do alto das elevações.
Estas restrições incentivam a operação subterrânea; mas é necessário o estudo da estabilidade das cavidades subterrâneas em conexão com a eventual subsidência da superfície. Outros problemas surgem ao se criar acessos aos túneis, por infiltração de água, e necessidade de efetuar ventilação das áreas de trabalho.
Os métodos para criar escavações subterrâneas não lavram totalmente a jazida - em alguns casos não mais que 60% são recuperados. Tal recuperação pode ser elevada e aumentada se a lavra for por enchimento, mas neste caso, o custo deste enchimento pode tornar-se proibitivo

http://acd.ufrj.br/multimin/mmro/tecno/tecnovas.html

Rochas ornamentais

Notícias
05/02/2007 12:40 Desenvolvimento Econômico
Governo do Estado participa da Vitória Stone Fair a partir desta terça (06)
Thiago Guimarães/Secom

Uma das metas do evento é mostrar a diversidade e incentivar o uso de rochas ornamentais brasileiras.

Uma das mais importantes feiras internacionais do segmento de rochas ornamentais, a 23ª Feira do Mármore e Granito – Vitória Stone Fair, será aberta às 17 horas desta terça-feira (06), no Pavilhão de Carapina, Serra. O Governo do Estado contará com um estande, no qual serão apresentadas as atividades do Bandes, Banestes e Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur).
A Vitória Stone Fair, que funcionará das 10 às 18 horas, prossegue até sexta-feira (09). O evento ocupará uma área de 25.000m² de área coberta, em cinco pavilhões totalmente climatizados, e mais de 10.000m² de área externa, onde 420 empresas vão expor seus produtos. Aproximadamente 300 variedades comerciais de rochas, entre granitos, mármores, ardósias, quartzitos e travertinos serão apresentados os visitantes.

A feira tem como objetivos: mostrar a diversidade e incentivar o uso de rochas ornamentais brasileiras; criar um espaço para a realização de negócios e parcerias; difundir inovações tecnológicas, com a exposição de máquinas, ferramentas, insumos e novos processos de gestão; promover o marketing do setor no país e no exterior; e aumentar as exportações, sobretudo de produtos acabados com maior valor agregado.
Produção capixaba
O Espírito Santo é o principal produtor e o maior processador e exportador de rochas ornamentais do Brasil. É responsável por 47% da produção e 44% das exportações, concentrando mais da metade do parque industrial brasileiro do setor.
Os principais produtores de rochas do Espírito Santo estarão no evento. Estão confirmadas empresas de Cachoeiro de Itapemirim, Vargem Alta, Barra de São Francisco, Nova Venécia, Linhares, João Neiva, Mimoso do Sul, Vila Pavão, Rio Novo do Sul, Castelo, Atílio Vivácqua e São Domingos do Norte.
A participação estrangeira registrou um aumento de 50% em relação a 2006. Serão 60 empresas de diversos países que tradicionalmente participam do evento como Itália, China, Egito Estado Unidos, Portugal, Turquia e outros que estarão expondo pela primeira vez na feira, como a Alemanha e a República Tcheca.
Além dos participantes estrangeiros, a feira está movimentando os principais estados produtores e exportadores de rochas do Brasil. Empresas de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Goiás, Ceará, Bahia, entre outros, terão com estandes no evento.


Mais informações sobre a feira podem ser obtidas no site: http://www.feiradomarmore.com.br/.

domingo, 14 de março de 2010

Normas técnicas e Certificação


Normas técnicas

Estabelece regras a fim de abordar ordenadamente uma atividade específica, para o beneficio e com a participação de todos os interessados e, em particular, de promover a otimização da economia, levando em consideração as condições funcionais e as exigências de seguranças.

Como criar uma nova norma?
*A sociedade manifesta a necessidade de uma nova norma;
* O comitê brasileiro (CB)ou organismo de normalização setorial analisa e inclui no seu programa de normalização setorial;
*É criada uma comissão de estudo (CE) com a participação voluntária dos diversos segmentos da sociedade (produtores, consumidores, e neutros (órgãos de defesa do consumidor, governo, entidades de classe, universidades, etc));
*A comissão de estudo elabora um projeto de norma , com base no consenso de seus participantes;
*O projeto de norma é submetido a votação nacional entre os associados da ABNT e demais interessados;
*As sugestões recebidas após a votação são analisadas pela comissão de estudo , após o que é aprovada como norma brasileira;
*A norma brasileira é impressa.

Certificação
A certificação consiste na emissão de marcas e certificados de conformidade para as empresas que demonstram que um produto, serviço, ou sistema de gestão atende as normas aplicáveis.
Sejam aplicáveis, sejam nacionais, estrangeiras ou internacionais.
Entre os benefícios da certificação destacam-se:
Consumidores – identificação de produtos que atendam a norma especificas.
Fornecedores- demonstra a qualidade de produtos e serviços perante os diversos mercados, aumentando a competitividade.
Governo- facilita o controle de produtos e serviços e simplifica as compras.

Sistemas de certificação
Certificação de sistema de garantia de qualidade ABNT(R)-É um documento fornecido que atesta a conformidade do sistema de garantia da qualidade de uma empresa em relação aos requisitos de uma das normas da serie NBR ISO 9000.
Marca da qualidade ABNT(Q)-certifica a qualidade e aptidão ao uso do produto de acordo com as normas brasileiras, ou com normas internacionais quando existirem.
Certificado de conformidade ABNT(C)-emitidos quando empresas necessitam demonstrar que seus produtos atendem as normas técnicas e tem finalidades especificas, por exemplo, para exportação.

Naturocimento





O Naturocimento apresenta-se como um material isento de amianto na sua composição, o que desde logo permite olhar para este produto sem qualquer desconfiança, ao contrário do que geralmente acontece em relação ao fibrocimento.

O Naturocimento é constituído por:
. Cimento Portland, de alta qualidade
. Fibras de reforço PVA ( polivinil álcool )

. Fibras de celulose

. Sílica amorfa

. Aditivos
. Água

Este material é aplicável tanto em exteriores como em interiores e apresenta elevada rentabilidade pela fácil aplicação dos seus produtos finais e por não requerer posterior manutenção.

Os campos de aplicação são os seguintes:
. Chapas e acessórios de cobertura e revestimento

. Coberturas subtelha

. Acessórios para condutas de ventilação
O Naturocimento, em qualquer área da sua aplicação, apresenta vantagens suplementares em relação aos restantes produtos directamente concorrentes, devido às características técnicas que possui.
As características gerais do Naturocimento identificam-no como:
. Incombustível

. Impermeável

. Imputrescível

. Resistente a elevados esforços de compressão, tracção e flexão

. Resistente a altas e baixas temperaturas

. Elevada duração e reduzida conservação

. Inatacável por insectos, bactérias ou fungos

. Resistente à corrosão de agentes externos

. Inoxidável

. Quimicamente estável

. Não suscita interferências electromagnéticas
Como nota pessoal penso que a caracteristica incombustível é de grande importância. Sendo este material muito utilizado em revestimentos de pavilhões, esta caracteristica pode permitir que se um pavilhão arder os restantes não sejam afectados.
Na prática não sei até que ponto isto pode ser verdade, mas deixo a sugestão a quem tem aplicado revestimentos metálicos de nos elucidar sobre quais as melhores soluções, desde este naturocimento a revestimentos em outros tipos de chapas metálicas também muito utilizados.

http://engenhariacivil.wordpress.com/